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“Vejo um infinito ao meu redor,
um azul imenso me consome.
O degradê de tons na minha janela
dança pra mim.
Sinto-me grata e nova.
Agora só preciso entender
Por que, se ainda nem cheguei,
já penso em voltar?”
20.03.10
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Alguém me ronda o pensamento
Revira minhas dúvidas e certezas
Exalta a alegria do momento
E seduz meus olhos com firmeza
Alguém faz de mim algo maior
Reescreve minhas mentiras e verdades
Desconhece que, de todos, é o melhor
E deixa no armário uma gaita de saudade
Filed under: poesias
Fui presenteada
Com olhares infinitos
Com sorrisos suaves
Empatia
E paz
Fui invadida
Por lembranças inquietas
Por verdades imutáveis
Saudade
E paz
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Eu nunca fui capaz de medir o tempo. Sei poucas datas de cor, não sei dizer quantos minutos esperei na fila do banco e até hesito antes de responder minha idade. Esse tipo de lembrança nunca me fez falta, nunca pareceu importante, nunca realmente foi.
Agora, o destino – seja lá o que isso for – me fez aprender a medir o tempo. Sei de cor o dia em que soube que ia embora, sei de cor há quanto tempo parti, e sei melhor ainda o quanto falta pra eu voltar.
Sendo isso saudável ou doentio, é assim que me vejo; um relógio, um cronômetro ambulante em constante contagem regressiva. Tic-tac.
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“Ela tinha um jeito novo, um jeito de andar que faziam todos pensar em coro: “deve dançar”. Quando olhava, olhava mesmo, parecia poder enxergar a minha alma, apertava os olhos e dizia exatamente o que eu estava pensando. Poder ver todos os dias as danças e os olhares me fizeram querer dançar e não enxergar apenas o que me mostravam, mas, sim, até onde meus olhos podiam correr.”
Uma voz de sorte descrevendo (belamente) a mim.
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Só queria que ele soubesse
O que eu vejo
O que eu percebo
O que me invade
Só queria que ele soubesse
Por que repito
Por que me excedo
Quando sinto saudade
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O meu Deus é uma luz, é uma força que vive em mim. Ele não me impõe nenhuma regra, nenhuma lei, fora o Bem que eu devo buscar e propagar. Não me limita, não me castiga – Ele não acredita em punição; crê no arrependimento, na reparação. O meu Deus quer amor, quer compaixão, quer transparência. Ele quer ver olhos e enxergar alma. O meu Deus quer sorrisos, paz, plenitude.
O meu Deus
são minhas crenças.
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Alguns dias atrás, sonhei que alguém sussurrava em meu ouvido: “Por que tu não acreditas completamente? Tu vais embora, eu garanto”. Resolvi ir me familiarizando com a minha situação de partida; pensei um pouco, lamentei, planejei a ida e terminei planejando a volta. Achei que continuava não acreditando. Ou acreditando em partes.
Ontem, o sussurro surgiu no meio do sonho de novo, mas com outra mensagem: “Que bom. Agora tu acreditas”. A música tocou e eu acordei chorando.
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Cliquei em “novo post” e, depois de 15 minutos, nada saiu. Acho que ainda não é boa hora.
Here he comes, my man – he’s not my guy
he’s just a friend of mine
Brings my blow everytime
a dear friend of mine