(apenas) Elisa


iWant
Agosto 25, 2008, 3:17 am
Arquivado em: comentários

Porque agora o negócio é ter um “i” na frente!

iDrink.



Gotta see the Main Man
Agosto 21, 2008, 4:31 pm
Arquivado em: crônicas

(…) Então, resolvi mudar meu rumo. Mais uma vez. Para ser sincera, nem sequer hesitei. Eu simplesmente sabia que esse desvio viria a ser um problema em vários aspectos mais tarde, mas novamente isso não era motivo suficiente para me fazer mudar de idéia.

Em alguns minutos eu já me encontrava no meu lugar preferido. Para definir de maneira breve, é basicamente o lugar onde eu encontro o que quero, o que preciso. Porém, dessa vez, percebi mudanças logo que cheguei. Mudanças no ambiente e nas pessoas. Era como se eu estivesse estado ausente por uns tempos e algo de ruim tivesse acontecido. Por consequência, o esquema todo modificado. Ignorei e segui em busca do que precisava no momento: meu MAIN MAN.

Meu Main Man sempre foi um cara calmo e, desde que o conheci, eu o considerei um sábio. Me sinto segura quando perto dele, provavelmente porque, além de sábio, ele também é o rei da cocada preta. Mas aqueles reis de verdade, não os que existem só para poder dizer que vivem numa monarquia. Ele é do tipo de rei que domina o lugar, e domina sem muitos saberem – o que torna a coisa mais foda ainda. E, para completar, apesar da relação de negócios que temos, sempre fui presenteada. Ofereço minha confiança e silêncio eternos e, em troca, ganho mordomia em plena guerra.

Uma tranquilidade intensa tomou conta de mim quando o avistei. Ele sorriu assim que demonstrei o tal sentimento e eu quase pude ouvi-lo dizendo: “De novo fazendo uma visita, pequena?”. Me aproximei. O abracei de maneira que mostrasse toda a felicidade que senti quando o encontrei. Ele retribuiu, como sempre.

Entretanto, não tivemos tempo de começar as negociações. Aliás, até nossa amigável conversa inicial foi interrompida. Era a Consciência chegando, acompanhada da Má Sorte, mostrando que dessa vez tinham me seguido o caminho inteiro ao invés de desistir na estrada.

Elas chegaram sendo guiadas – ou empurradas – por uma mão qualquer. Fazendo alvoroço, reclamando, mas só para variar. Meu Main Man tinha previsto aquilo – como sábio que é – mas eu escolhi arriscar, mas também… só para variar. Logo que me avistou, a Consciência gritou:

- UÉ, não era para eu te achar aqui, hein!!

Revirei os olhos, demonstrando minha desaprovação. Girei meu corpo de maneira que pudesse olhar em direção ao Main Man e disse:

- Pois é… quem sabe semana que vem, né?

Ele, como já comentei, muito calmo:

- Sem problemas, pequena. Estarei esperando.

Rapidamente, satisfeita com a confirmação de que meu Main Man, minhas negociações e meus presentes não se moveriam, pulei para fora daquele buraco gigante e em seguida acordei. Foi um sonho interessante.



Vou saber o que fazer
Agosto 16, 2008, 9:03 pm
Arquivado em: cartas

Como ia te dizendo, ainda não te esqueci. Quer dizer… Ontem, por exemplo, no horário do almoço, esqueci-me de repassar em minha cabeça a última vez que te vi. Por algum motivo, aquela vez não se agarrou ao meu coração como todas as outras. Talvez porque aquela tenha sido a última. Mas, o que realmente tem me entristecido, para dizer nada além da verdade, é que não mais me recordo do teu jeito de sorrir.

Sabia muitas de tuas manias de cor, e tais memórias me acompanhavam, principalmente, à noite. Me embalavam até o momento em que me rendia ao sono e, dali, elas percorriam um caminho sem paradas em direção aos meus sonhos. Porém, acredito (e lamento) que eu apenas mantive isso dentro de mim por ter escrito tantas vezes sobre a mesma sensação. Era uma rotina, uma rotina doce; mas que, já há algum tempo, não vivo. Já há algum tempo, não lembro.

Quando é de minha escolha, juro que me esforço para manter apenas as lembranças positivas de ti. Tento evitar qualquer pensamento que possa me fazer lembrar do quanto tem sido difícil te ver partir. Se não cumpro tal tarefa, acabo me enchendo de mágoa – sentimento do qual sou escrava.

Eu lamento, e lamento muito; mas ando meio cansada. E tua cabeça, meu amor, parece abrigar mais loucura do que a minha. E isso eu não posso admitir! A confusão aqui sou eu, a difícil também sou eu e, é claro, a sentimental não poderia ser mais ninguém, além de mim.

Então, deixa a parte do sentimento comigo! Ninguém mais certa para cuidar disso do que eu. Se ainda o tens, me entrega teu amor; vou saber o que fazer.


P.S.: Algo de uns dois meses atrás, mas a situação se encontra do mesmo jeito, acredito eu.



Hole
Agosto 13, 2008, 6:20 pm
Arquivado em: lyrics

Oh, yeah, she’s ok indeed
she said “take me outta here
before my heart starts to bleed”

she’s always liked these kinds of issue
and she’d never try to solve it with you
‘cos it was everything under control
she said “I only have to get outta this hole
so I can start to roll, y’know”

so go on and try to change her point of view
try to make she think she didn’t waste time with you
she’s seen herself going by and she knew:
“I’m gonna kill myself before comes out a clue”

and by her own
she took herself outta there
and by her own
she took herself to despair



Medonho
Agosto 5, 2008, 1:18 am
Arquivado em: crônicas

Meu local de espera é um prédio antigo de oito andares. Eu poderia estar em qualquer um deles, mas estive no último por alguns minutos e ele é tão medonho quanto os elevadores.

Esse é um daqueles edifícios que servem como bons cenários para filmes de terror. Tudo em cores pastéis – exceto a cadeira onde estou sentada – e com ar de sujo, sem querer ofender seja lá quem for o responsável pela limpeza. Tudo rústico, desgastado.

É um prédio comercial, sim, mas eu sou com certeza um exemplo de pessoa que não gostaria de trabalhar aqui. Pode ser que a chuva lá fora e a escuridão que ela trouxe consigo estejam influenciando o que eu escrevo, mas nem com um sol raiando eu gostaria de começar minha manhã tendo que percorrer esses corredores assustadores e abrir essas portas pesadas.

Aliás, as portas, incluindo as dos elevadores e a que dá acesso as escadas, parecem feitas para aprisionar. Algo, alguém. Mas não a mim! Não, eu estou no hall de entrada. Coisa que pode parecer não muito confortadora, mas é onde me vejo próxima à porta que vai me libertar em alguns minutos. Falando nisso, é a única que me parece inofensiva: é de vidro.

Mas não é o fato de eu estar próxima da porta ou o fato de ela ser de vidro que vão fazer com que as coisas melhorem. Não. É importante lembrar que isso ainda é um local de espera, e locais de espera nunca são bons, nem que eu esteja falando de um bar. E olha que eu gosto de bares.

Vai ser aqui onde vou permanecer pelos próximos vinte minutos… esperando. Vou aproveitá-los para pensar mais um pouco e parar de falar sobre como eu odiei esse lugar. Vou fumar um cigarro. Ou vinte.

Ah, odeio chuva!

PS.: Eu pensei que havia exagerado nesse ódio pelo tal prédio, mas quando cheguei em casa resolvi tirar a dúvida:

- Mãe, o que tu acha daquele prédio do médico da vó?
- Aff, medonho.
- Ah, ta.
- Por quê?
- Nada, não.