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The downside of no longer being a stoner like your mates is that you’ll probably think a lot about your life. And they won’t. They’ll be spending their days under a tree, smoking joints like fucking maniacs and you’ll be sitting in front of your mom talking about your future. I know your choice sounds like a better one – you’ll be taking care of your tomorrow and not fucking your brain, right? But it’s actually a nightmare. You’re gonna be desperate for puff and for some hours off this shitty world and you won’t have how to succeed! ‘Cos, you know, you’re gonna be busy…
BUT YOU’RE YOUNG AS A FUCKING BABY, MAN!!!
So enjoy it and go get your mind fucked up once in a while.
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Desço a lomba.
A idéia ainda não está clara. Ou melhor, a idéia está clara, mas ainda não me decidi. Vou até lá? Relaxo. Apenas vou. Não sei se até lá, ou até adiante, mas vou. Prefiro me decidir daqui uns passos.
Durante o caminho, apenas observo. O barulho, as pessoas, os milhões de tarefas, a sujeira, o barulho novamente, o caos demasiado e constante. Tudo isso.
Tudo isso = mundo
Acabo me sentindo pequena. Pequena demais para absorver o tudo – o tudo isso – como costumo fazer, como costumo gostar de fazer. Então resolvo continuar no meu papel de observadora, e nada mais, como se eu não fizesse parte daqui. Disso tudo. E, se formos pensar, fora o barulho, a sujeira, o caos etc., tudo bem. Fora tudo isso, tudo bem.
Vou trocando o livro de uma mão para a outra e, enquanto uma está ocupada com o objeto literário, a outra fica meio sem jeito, vazia; o bolso do short é pequeno demais para minha mão. Não tem problema, eu nunca sei o que fazer com mãos vazias mesmo… O que se faz com elas, afinal? A garoa ainda não me incomoda, nem chega a me molhar realmente. Portanto, não mudo o ritmo do caminhar. As pontas dos meus pés sempre apontando para fora, o quadril bem acomodado, a expressão de alguém que analisa. Na verdade, não sei se eu observava mais as pessoas ou a mim mesma, mas isso não é bem o caso. Alguma coisa eu estava analisando, dane-se o quê.
Opa, não me decidi, mas… cheguei! Será que é essa rua mesmo? À luz do dia é difícil dizer, mas ela é, sim, familiar. Vou seguir. Ou será que não devo? Na pior das hipóteses, direi: “tô meio perdida, a Cristóvão é para lá?”. Vou seguir, sim. O livro ajuda a forjar o desinteresse. Abro-o.
As palavras se espalham nas páginas de um jeito estranho, ficam embaralhadas. Será que é nervosismo? Dizem que não é muito bom ler em movimento, mas… Que coisa bem ridícula, é só a rua dele. Só. Se bem que, caso eu chegue no final desse projeto de estrada sem que nada tenha acontecido, eu vou ficar meio decepcionada. Azar! Meu olhar alcança o livro mais uma vez. Prossigo.
Ah! A casa dele! Ali adiante! Eu nunca tinha reparado na cor do prédio… Imagina se ele sai lá de dentro quando eu estiver passando pela frente? Hahaha! Aí eu ia ter que rir. Rir e ainda forjar o desinteresse, o susto, a felicidade moderada etc., tudo ao mesmo tempo. Meio confuso.
Ok. Passando. Quase acabando. Por favor, sai de casa! Queria tanto te ver. Não, não; sai nada! O teatrinho que vai ser necessário me mataria. Já pensou? Seria necessário, mas me mataria.
O prédio fica para trás. Agora a chance de eu encontrar com o digníssimo é levada pela garoa, que continua. E a idéia, essa idéia idiota de esperar que o acaso me ajudasse, agora me soa mais idiota ainda! Talvez eu devesse ter tocado a campainha. Cala boca. Ou cala mente.
Volto ao ponto de largada. Derrotada, eu diria. O que é mesmo que eu esperava? Finjo não lembrar, apesar da minha expressão de alguém que leva um tapa na cara. E, pior: percebeu esse tapa vindo e não se moveu, não se defendeu. É, essa sou eu, às vezes.
Se a idéia soar menos patética semana que vem, dou minha cara à tapa de novo e reproduzo a caminhada de hoje.
Subo a lomba.
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Oi, meu amor.
Não te vejo mais como um amor, nem como meu.
Com todo o meu amor, ainda teu,
Elisa.
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Frederico:
É com muito pezar que sou a portadora desta mensagem. Tua mulher, Rita, está cansada de não poder segurar a tua mão, de não ouvi-lo perguntar como foi seu dia, de ter de dosar palavras, atitudes e principalmente sentimentos. Ela não tem mais forças para manter esse relacionamento instável, incerto, “até incorreto”, ela diria.
Lamento muito, ela não. Rita pensa que tu não és mais digno do amor que recebes, porém não fala com rancor. Como já mencionado, é apenas exaustão. Tu sabias antes (e mais) do que ela que todos nos sentimos cansados depois de qualquer ato, palavra ou sentimento repetidos incontáveis vezes. E todos temos o direito de tentar mudar a situação. Bom, ela também.
Por essas e por outras, Rita buscou hoje seus suéteres e livros preferidos e declarou seríssima sua partida. Mais uma vez, cansada. Mais uma vez, lamento.
Estou apenas prestando um favor, pois ela também está cansada, por ora, de dirigir palavras a ti. Espero ter sido útil de alguma maneira e tenho a certeza de que tu entenderás e lidarás com isso de maneira pacífica. Ou, deveria dizer, silenciosa?
Um abraço de alguém que nunca vais conhecer,
a Consciência da Rita.
P.S.: ela pretende voltar para casa semana que vem.
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Bom, demorou, mas veio!
O Paulo me deu a tarefa de responder um MEME (hã?).
Aliás, vale a pena ir lá dar uma olhada no dele.
A tarefa parece simples: listar oito sonhos que queiramos realizar antes de bater as botas, antes de passar pro lado de lá… antes de morrer. Depois (de fazer a lista, não depois de morrer), repassar o MEME para mais oito pessoas, mencionando as regras. Bom, eu nem tenho oito blogs conhecidos para recomendar a brincadeira, então vou me escapar dessa. Mas já vou dizendo que a minha grande amiga do Elisa vs Ziza pode ir trabalhando na lista, assim como – se me permite dizer – a minha semelhante do Chutando Pedrinhas e a jornalista que sempre me soa muito poética do Ora, bossa!.
As minhas respostas, tão singelas, são as seguintes:
1 – Reservo esse lugar para o meu sonho profissional temporariamente indefinido. Não me julguem, mas o tempo é meu amigo.
2 – Morar em Londres por algum tempo. Ainda jovem, espero.
3 – Escrever um livro (o dia em que eu me decidir sobre o que realmente sei o bastante).
4 – Possuir (sem ter de engolir) a discografia dos… as discografias de… são muitos. Uma pilha. É rock.
5 – Uma pilha. Agora, outra – de livros. Os que me agradam. E os que ainda agradarão.
6 – Número seis. Quero seis grandes e incondicionais amigos, ao longo dos anos. É um número bom. Já tenho uma – custam a aparecer…
7 – Depois de Londres, depois de uma vida cansativa e trabalhosa, me mudo pro Canadá, com muita grana e pouco peso na consciência (eu espero). E, claro, isso caso eu já tenha deixado de lado a minha implicância com o sotaque.
8 – Amar.
Pronto.
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De um lado, ouço que viver é fácil, singelo, até – digamos – evidente. Relaxa, senta aí, fuma um cigarro. Não dá nada, deixa a janela assim mesmo, o cheiro é sempre forte por aqui. Aceitas algo para beber? Sem pressa, o jantar não tem horário definido aqui em casa. Nem o café da manhã. Ah, então queres ficar? Amanhã vais embora… sim, tudo bem. Relaxa, senta aí, fuma um baseado. Dá nada. Aceitas alguém para foder?
Do outro lado, recebo a informação de que a vida é muito mais embaraçada do que isso, mais complicada, até – digamos – mais árdua. Por favor, podes tirar o sapato antes de entrar? A faxineira veio ontem… sabes como é. Desculpe-me pela aparente despreocupação, mas não ofereço, pois realmente não há nada para beber no momento… andei gastando todo meu dinheiro numa erva milagrosa, generosa. E outra coisa: perdoe-me novamente, mas acho que já é hora de tu ires, o jantar fica pronto logo e minha mãe não está preparada para visitas… sabes como é. Foder? Nunca! Só com quem me ama… Tu me amas?
Mas talvez eu nunca chegue a uma conclusão, um veredito. Por aqui, eu fumo um baseado, o jantar não tem horário, mas a faxineira veio ontem e eu só fodo com quem amo. Um equilíbrio fajuto…
…sabes como é.
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Às vezes, a vontade de me fazer independente é tão grande que a impressão que eu tenho de mim mesma é de que tô sozinha. Ou de que quero fazer de mim alguém sozinho. Ou que até já sou, num rio sem mudanças na correnteza, uma pessoa solitária.
Mas a verdade é que… bom, eu nunca tô sozinha. Quase nem me percebo por inteira justamente porque nunca tô sozinha. Vivo rodeada de pensamentos que não são meus, de histórias que não são minhas, idéias que não são parte de mim. Divido uma casa, às vezes divido um desabafo e de vez em quando uma cama. Nada é só meu, eu não sou apenas minha.
E, no fundo, fico feliz por isso. Então, que compartilhemos! Ouvi dizerem por aí que isso faz bem pro currículo, até pro coração.
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- Quem foi?
- Ele.
- Ele quem?
- O de sempre, ué.
- Então apaga.
- Não sai.
- Pinta por cima.
- Só pintando a alma toda…
- Putz.





