Arquivado em: crônicas
young people tend to wish doing everything at the same time. swallowing knowledge and spitting it out, being natural and taking drugs, listening to reggae and listening to punk rock, feeling love and feeling haze, being diferrent and following trends – everything at the same time. is that good for our brains, anyway?
having all those feelings, and songs, and styles, and attitudes, all inside of u, causes a lot of confusion. we’ve been saying we’re living intensively, now I say we’re living too fast for having any kind of intensity.
Arquivado em: poemas
Para mim
cada ida tua é um pesadelo
cada volta é um susto
Para mim
esse vai-e-vem é um erro
mas eu sempre me ajusto
Arquivado em: crônicas
Deixo a Desordem ali, quieta em minha cabeça por horas, dias. Ela existe em mim desde que aprendi a soletrar meu nome. É coisa antiga, mas é também, apesar de breve, coisa intensa. Nota: ela só se manifesta quando quer. Se contradiz nos sentimentos que me entrega; ora traz sofrimento, ora traz prazer. No mais, medo e surdez.
Na maior parte do tempo, ela precisa de atenção, então rouba a minha. Precisa de independência, então rouba a minha. Precisa de forças, rouba todas. Rouba a mim, quase que por inteira. Ela não me pertence, eu pertenço a ela.
A Desordem costuma repetir que só vai embora o dia em que eu me sentir completa o suficiente para isso. “Ela não me pertence, eu pertenço a ela” – ela dá as cartas enquanto ainda me rondar. Não interfiro. “Observe e aprenda”, ela diz, insinuando que eu terei de assumir seu papel em algum outro momento. Apenas examino, de maneira a ter material o bastante caso um dia eu seja a Desordem de alguém. Por enquanto, continuo sem interferir, deixando-a livre para que faça seu trabalho.
Não sei se quero vê-la partir. Não vejo-a como uma amiga, mas me acomodei à sua presença e aprendi, de certa forma, a respeitá-la. Sequer tive escolha? Afinal, ela não me pertence, eu pertenço a ela.
