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Ah, minha mãe amada
Por que me olhas assim?
Não sou o que queres para ti
Não sou o que queres para mim
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Orgulhava-me de minha insanidade
(Do meu defeito, da minha verdade)
E via em tudo beleza, via em tudo fervor
Até que casei-me com a dor
Dividi com ela minha cama, meus dias, meus olhares
Entreguei-a minha alma e aqui estou
Hoje quero de volta todos meus lençóis e mares
Já não mais quero ser quem sou
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“(…) O alvoroço já estava formado e uma voz vinda do fundo ecoou: fogueira! E, enquanto a idéia se espalhava pela multidão, Lola pensava: não existe feitiçaria para isso; minha estrada termina aqui.”

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Separa-te de mim, mas separa-te aos poucos. Saia da cama devagar à noite, sem fazer alarde, sem puxar o cobertor. Encha-me de beijos na saída e diga que volta, mesmo se não for voltar. Vá, Dor, vá porque é tua hora.